A prisão do homem suspeito de abusar sexualmente da própria filha, de 11 anos, teve origem em denúncias feitas pela escola da criança e pelo Conselho Tutelar, segundo informou o delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (DEOP). A Polícia Civil acredita que a mãe da vítima sabia dos abusos, mas não denunciou o companheiro.
De acordo com as investigações, a vítima relatou inicialmente os abusos a profissionais que integram a rede de proteção infantojuvenil. A partir dessas informações, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil, que deu início às apurações.
“O fato chegou ao conhecimento da polícia através do Conselho Tutelar e também da escola. A partir daí foi instaurado o procedimento e realizadas as oitivas especializadas da vítima”, afirmou o delegado.
Segundo a investigação, os episódios de violência sexual teriam começado em dezembro do ano passado, quando a menina tinha 10 anos. Conforme os relatos colhidos pela polícia, os abusos teriam se intensificado ao longo de 2026.
A Polícia Civil descobriu que a mãe da criança já tinha conhecimento das acusações antes mesmo da denúncia formal às autoridades. Segundo o delegado, a própria vítima contou que revelou os abusos à mãe, que confrontou o companheiro sobre os fatos.
“A mãe confrontou o pai e, segundo o relato da criança, ele teria dito que não praticaria mais aqueles atos. Só que os fatos fizeram foi se intensificar”, disse Tales Gomes.
Ainda de acordo com a polícia, mesmo após tomar conhecimento da situação, a mãe não procurou os órgãos de proteção nem registrou denúncia.
“Entendemos que a mãe poderia ter adotado uma postura mais efetiva de proteção da criança a partir do momento em que teve conhecimento das acusações”, afirmou o delegado.
Para a Polícia Civil, a atuação da escola e do Conselho Tutelar foi fundamental para interromper o ciclo de violência.
Foi a partir das informações recebidas pelos órgãos de proteção que os investigadores iniciaram as diligências, ouviram a vítima em ambiente especializado e solicitaram medidas cautelares à Justiça.
As apurações apontam ainda que a criança sofria ameaças para permanecer em silêncio. Segundo o delegado, a vítima relatou que o pai dizia que só deixaria de praticar os abusos quando ela engravidasse.
Após a coleta de depoimentos e demais provas, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, que foi localizado.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que também apura se uma irmã mais nova da vítima pode ter sido alvo de abusos.

