Funcionários de um grupo empresarial, incluindo um gerente executivo, são investigados por participação em um suposto esquema de fraudes que teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões à empresa.
A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Nota Fria para cumprir 10 mandados de busca e apreensão nos estados do Maranhão e do Piauí.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC) e pelo Centro de Recuperação de Ativos (CRA), identificou indícios de que os investigados teriam criado empresas de fachada para simular a prestação de serviços, emitir notas fiscais fraudulentas e justificar pagamentos indevidos.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliares. Desse total, seis foram executados em Teresina, no Piauí, e quatro no Maranhão, sendo dois em São Luís, um em São José de Ribamar e um em Bacabal.
“Segundo as investigações, o esquema teria sido utilizado para promover o desvio de recursos do grupo empresarial, mediante operações aparentemente regulares, mas que, na realidade, não corresponderiam à efetiva prestação dos serviços indicados nos documentos fiscais”, informou a PCMA.

Além das buscas, a operação também incluiu medidas de bloqueio de valores e restrição sobre veículos, imóveis e outros bens dos investigados.
A PCMA pontuou que as medidas têm o objetivo de preservar o patrimônio relacionado aos fatos apurados, possibilitar a recuperação dos recursos supostamente desviados e contribuir para o ressarcimento da empresa vítima.
Conforme a PCMA, as diligências realizadas nesta quinta-feira fazem parte do trabalho de investigação para esclarecer como as fraudes eram praticadas, identificar a participação de cada investigado e dimensionar a extensão dos prejuízos causados ao grupo empresarial.

